Mostrando postagens com marcador Para ver. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Para ver. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Tru Loved

Eu sei, eu falei que não ia mais sumir, e sumi de novo. Acontece.

Hoje eu quero falar de um filme muito bom que eu assisti esses tempos: Tru Loved. A história gira em torno de uma garota - a Tru - que é filha de um casal de lésbicas e um casal de gays. Ela é hétero, mas nem por isso sofre menos com a homofobia. Não vou entrar muito na história, sinopse e trailer estão na net, mas quero destacar alguns assuntos que o filme aborda. São muitos os pontos "debatíveis". A começar pela personagem principal, que é hétero mas é tachada de lésbica por ter duas mães. Depois tem a questão da homofobia no esporte, tem o gay enrustido que namora garotas pra parecer hétero, tem a negra racista contra negros, a negra racista contra brancos... outra coisa que eu achei muito legal é que a Tru é filha biológica de uma mulher e um homem (sério? não diga...), mas é criada como filha dos dois casais, os dois pais biológicos mais os respectivos cônjuges. O interessante é que o filme não traz a informação sobre quais são os pais biológicos, transmitindo a idéia de que isso não é importante.

Um detalhe que não tem como não falar é a participação da ótima Jane Lynch, que todas conhecemos como a charmosíssima advogada Joyce de The L Word.

Bem, tem várias outras coisas interessantes no filme, vou deixar que vocês descubram. Só tenho uma coisa a dizer: assistam. Vale - muito - a pena.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Voltando!

Depois de um ano e meio sem postar nada, resolvi reativar este blog. Tentarei não sumir de novo.

Nesse tempo em que estive "fora" aconteceu tanta coisa... só neste ano, o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi reconhecido por três países: Portugal, Islândia e Argentina. Enquanto isso, na nossa democracia hipócrita, tramita um projeto de lei que visa proibir a adoção por casais homoafetivos. Totalmente absurdo, mas coerente com um povo que elege certas pessoas - vocês sabem de quem (no plural) eu estou falando. As mesmas pessoas que deram a vitória do reality show global a um cidadão totalmente homofóbico.
Por falar em vencedor de reality show, quero dizer que fiquei muito feliz com a eleição do professor Jean Willis à Câmara Federal, pelo estado do Rio de Janeiro. Claro que não é através das eleições que vamos mudar o mundo e - caindo no clichê - uma andorinha só não faz verão, mas acredito que o mandato do camarada Jean será mais um instrumento de luta pelos direitos civis dos GLBT's e pela aprovação da PLC 122.
Falando em casamento entre pessoas do mesmo sexo, Adriana Calcanhotto casou! Está parecendo blog de fofocas, eu sei, mas é só pra quebrar um pouco a seriedade. A propósito, está sendo lançado o DVD Adriana Partimpim Dois, sob direção de Suzana de Moraes - a esposa. Ainda não assisti, mas tendo assistido ao primeiro (Adriana Partimpim - o show) e escutado o cd, conclui-se que só pode estar lindo/ ótimo.
Falei de um monte de coisas e não me aprofundei em nada. Mas é só pra dizer que eu voltei (e agora é pra ficar/ porque aqui/ aqui é meu lugar... hehehe). Ia postar aqui o clipe de "Gatinha Manhosa", mas "A incorporação foi desativada mediante solicitação". Então, procurem no You Tube.
Por hoje, é isso.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Domínio Público

O "Portal Domínio Público" é uma biblioteca virtual, desenvolvida em software livre e mantida pelo governo federal, onde tem-se acesso a obras dos grandes nomes da literatura mundial, como Machado de Assis, Dante Alighieri e Fernando Pessoa, para download gratuito e absolutamente legal.
Soube que esse portal está ameaçado de ser tirado do ar, por falta de acessos. Não sei se é verdade, mas sua divulgação/acesso vale a pena.

Fica um poema do Pessoa dar gosto ao dia.
A espantosa realidade das cousas
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada cousa é o que é,
E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
E quanto isso me basta.
Basta existir para se ser completo.
Tenho escrito bastantes poemas.
Hei de escrever muitos mais. naturalmente.
Cada poema meu diz isto,
E todos os meus poemas são diferentes,
Porque cada cousa que há é uma maneira de dizer isto.
Às vezes ponho-me a olhar para uma pedra.
Não me ponho a pensar se ela sente.
Não me perco a chamar-lhe minha irmã.
Mas gosto dela por ela ser uma pedra,
Gosto dela porque ela não sente nada.
Gosto dela porque ela não tem parentesco nenhum comigo.
Outras vezes oiço passar o vento,
E acho que só para ouvir passar o vento vale a pena ter nascido.
Eu não sei o que é que os outros pensarão lendo isto;
Mas acho que isto deve estar bem porque o penso sem estorvo,
Nem idéia de outras pessoas a ouvir-me pensar;
Porque o penso sem pensamentos
Porque o digo como as minhas palavras o dizem.
Uma vez chamaram-me poeta materialista,
E eu admirei-me, porque não julgava
Que se me pudesse chamar qualquer cousa.
Eu nem sequer sou poeta: vejo.
Se o que escrevo tem valor, não sou eu que o tenho:
O valor está ali, nos meus versos.
Tudo isso é absolutamente independente da minha vontade.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Longe do Armário no Parada Lésbica

Minhas caras, meus caros, uma boa notícia: fui promovida e, de simples blogueira, passei a colunista do Parada Lésbica!
De periodicidade quinzenal, a primeira publicação será ainda essa semana. Leiam e comentem!
A propósito, estão visitando o PL regularmente? Se não, deveriam estar! O site
está cada vez melhor, mais abrangente, diversificado, sério.
Passem lá, leiam as colunas, as matérias, comentem e divulguem! E perdoem-me por tantos verbos no imperativo!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A mi madre le gustan las mujeres


Elvira, Gimena e Sol estão na casa de Sofía , sua mãe, para comemorar seu aniversário. Sofía avisa que quer aproveitar a reunião familiar para apresentar às suas filhas o seu novo amor. Conta que é uma pessoa bem mais jovem e que também toca piano. Quando a campainha toca, elas ficam imaginando como deve ser o novo namorado da mãe, e surpreendem-se ao verem que o novo amor de Sofía é, na verdade, uma mulher . A reação das três é bastante variada: Sol acha interessante, Gimena acha que Sofía não tem mais idade pra isso e Elvira entra em crise. Elas tentam parecer filhas compreensivas mas, logo tentam sabotar o relacionamento de Sofía e Eliska.
Esse filme aborda o tema da homossexualidade de um outro ângulo, o oposto do mais comum, que seria a mãe em relação ao relacionamento da filha. Usando do bom humor para tratar de um tema tão delicado, "A mi madre le gustan las mujeres" se sai muito bem naquilo que se propôe.

Para ver, rir, ouvir (tem uma musiquinha grudenta) e pensar.




segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Desejo proibido

Um filme para ver, sentir e pensar.

Sinopse:
Três histórias sobre lesbianismo, que acontecem na mesma casa. No segmento de 1961, Abby (Marian Seldes) morre de derrame e Edith (Vanessa Redgrave), que foi sua companheira por 50 anos, tem de silenciosamente enfrentar a perda e também o fato de não ser considerada da família, tanto pelo hospital quanto pelos herdeiros de Abby. No segmento de 1972, Linda (Michelle Williams), uma feminista, é expulsa juntamente com outras três amigas de um grupo de mulheres da faculdade, pelo fato das quatro serem lésbicas. Tentando esquecer o problema, as amigas vão para o único bar de lésbicas na cidade, onde Linda conhece Amy (Chloë Sevigny) e, apesar da desaprovação das suas amigas, acaba se apaixonando por ela. No segmento de 2000, Fran (Sharon Stone) e Kal (Ellen DeGeneres) são duas lésbicas que querem ter um bebê, mas querem que o filho seja só delas. Assim, vão ao banco de esperma na esperança de encontrar um doador e enfrentam uma maratona para ver seu sonho realizado.


Elenco:
Vanessa Redgrave (Edith Tree)
Marian Seldes (Abby Hedley)
Jenny O'Hara (Marge Carpenter)
Marley McClean (Maggie Hedley)
Paul Giamatti (Ted Hedley)
Donald Elson (Sam)
Elizabeth Perkins (Alice Hedley)
Chloë Sevigny (Amy)
Michelle Williams (Linda)
Natasha Lyonne (Jeanne)
Nia Long (Karen)
Heather McComb (Diane)
Amy Carlson (Michelle)
Sharon Stone (Fran)
Ellen DeGeneres (Kal)
Regina King (Allie)
Kathy Najimy (Doutora)
Mitchell Anderson (Arnold)
George Newbern (Tom)