segunda-feira, 16 de março de 2009

Casal sofre homofobia em bar, em Santa Maria - RS



Dia seis de março, penúltima quinta-feira, por volta das 23h, duas meninas, lésbicas assumidas, estavam no bar Santa Ceva, esperando um grupo de amigos. Enquanto esperavam, tomavam uma Coca Cola e trocaram um selinho. Após o "beijo", aproximou-se o dono do estabelecimento e disse:

Ele: "Assim como nós respeitamos vocês, nós queremos que vocês nos respeitem."
Eu: "Mas nós estamos desrespeitando alguém?"
Ele: "Beijo não!"
Eu: " Essa regra serve pra todo mundo?"
Ele: "Sim, pra todo mundo. Não é preconceito, eu tenho várias amigas que são assim. Beijo não!"


Na mesa ao lado, um casal hétero beijava-se sem ser incomodado.

Como sentiram-se praticamente expulsas do local, retiraram-se. Encontraram os amigos que estavam esperando e explicaram o que havia acontecido. Os amigos foram até lá e falaram com o segurança. disseram que queria conversar com o dono do Santa Ceva. Minutos depois, o segurança volta e diz que ele (o dono) não vai poder vir. Visivelmente fugindo.

Agora, deixo a narração em 3ª pessoa e passo a falar como vítima. Gostaríamos realmente de levar o caso à justiça. A questão é que estávamos sozinhas na mesa, ninguém além de nós e do cara viram/ ouviram o que aconteceu. Não temos provas nem testemunhas. O que podemos fazer é isso: divulgar. Contar pra todo mundo! O que esse senhor fez é discriminação, e discriminação é crime.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Blogueiro prega o ódio afirmando-se cristão

Vi um blog agora a pouco que até seria engraçado, se não fosse criminoso. Como não sei o que pode ser feito para combater os crimes de calúnia e difamação cometidos pela internet, estou postando aqui, para que alguém vocês possam ver os absurdos que esse cidadão diz, sob o pretexto de que "Jesus é o caminho".

Eis o link: http://jurisdiquez.blogspot.com/

Uma coisa que achei curiosa, é que esse cidadão se diz mensageiro da verdade, mas não tem coragem nem de falar o próprio nome. O único nome citado é o de Fernando Dalvi e ,fazendo uma busca no Google por esse nome, só encontrei uma mensagem em um fórum sobre compositores sertanejos, o que me faz duvidar que sejam a mesma pessoa. Vejam só a ironia: qualquer cidadão de bem que esteja somente preocupado com a verdade faz questão de dizer quem é, de mostrar a cara. Se ele não tem medo da verdade, por quê se esconde?

Quanto ao conteúdo do blog, os crimes são vários. Inúmeras difamações. Sob argumentos ridículos e nada plausíveis, pessoas públicas como Hebe Camargo, Vitor & Léo, Los Hermanos, Little Joy, Cássia Eller e Xuxa são acusadas de pregar o satanismo. O cidadão também prega a xenofobia, quando afirma que a cerveja Brahma homenageia um "demônio do hinduísmo".
Também são citadas empresas: Lacta, Banco Santander, Skol, e várias outras.
Mas de todas as agressões cometidas por esse cidadão, a mais freqüente é a homofobia. Ele fala sobre uma suposta Máfia Gay, nos chama de satanistas e de classe do mal.

Bem, se eu fosse citar aqui todos os absurdos que esse covarde fala em seu blog, perderia muito tempo. Os links estão aí, vejam e pensem a respeito.

Esse cidadão fala muito em "Quem é cristão não faz tal coisa", mas ele só esqueceu de um detalhe: quem é cristão não odeia. Não tenho absolutamente nada contra religiosos, nem nada contra evangélicos, tenho a minha religião (que inclusive também é citada no blog). Mas imagino que Jesus deva estar ofendidíssimo com o uso que esse senhor faz de Seu nome. Ele tanto fala em pecados, mas está cometendo o maior de todos, está usando o nome do Senhor para pregar o ódio, em suas diversas formas.

Se alguém sabe o que pode ser feito contra tais crimes, por favor, vamos fazer alguma coisa.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Professor acusado de fazer apologia ao homossexualismo

Hoje, assistindo ao Jornal Hoje, na Rede Globo, uma manchete me deixou de cara. Esperei para ver a reportagem em si, e pude perceber o quão absurda foi essa situação.

Para quem não assistiu à reportagem, vou contar resumidamente. Márcio Barrios, professor de Língua Inglesa em uma escola públida da Brasilândia, estava trabalhando com seus alunos do Ensino Fundamental os verbos no passado. Queria tornar a aula mais interessante e, como a maioria dos bons professores, usou uma música como exemplo do conteúdo. A música escolhida por ele: "I kissed a girl", da Katy Perry.
Depois dessa aula, Márcio foi afastado da escola (isso foi em novembro). Seu contrato não foi renovado para o ano letivo de 2009. O motivo alegado? A música fazia apologia ao homossexualismo.
Apologia ao homossexualismo? Isso existe?

A Secretaria de Educação apoiou a decisão da escola, pois considerou que se tratava de uma apologia do uso de álcool e do homossexualismo.

"Reflete um comportamento inadequado e, portanto, acabou do jeito que acabou" disse José Valente, Secretário de Educação do DF.

Eu até concordo que essa música seja inadequada para adolescentes, por falar em alcoolismo, mas agora falar que faz "apologia ao homossexualismo" é uma estupidez grandissíssima. O senhor José Valente (sobrenome irônico) disse que "reflete um comportamanto inadequado". Inadequado é beber ou inadequado é uma garota beijar outra garota? Se foi isso o que ele quis dizer, inadequado é ele, que não tem vergonha de ser homofóbico em rede nacional.

"Porque eu ia sempre com o cabelo de uma cor diferente. As roupas bem modernas, bem diferentes. Isso causou um impacto sim. Elas nunca falavam na minha frente, mas eu percebia", disse Márcio.

Em minha opinião, está claro que esse professor sofreu discriminação. Creio que este seja um bom momento para demonstrarmos o nosso repúdio a essa situação que poderia - e pode - acontecer com qualquer um de nós.


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Tirando o pó

Depois de quase uma eternidade sem novas postagens, resolvi criar vergonha na cara e reanimar esse blog tão querido...

Em primeiro lugar, quero convidar, mais uma vez, para lerem a coluna Longe do Armário no Parada Lésbica. Para facilitar a vida d@s querid@s leitora/es, aqui estão os links de todos os meus textos no PL.

Pé na porta
(publicado em 14/11/08)

O Homossexual homofóbico
(publicado em 01/12/08)

O mundo é hétero?
(publicado em 12/12/08)

Contar para os amigos
(publicado em 24/01/09)

Em quem dói o preconceito?
(publicado em 10/02/09)

Aproveitei as férias - das aulas, do trabalho e do mundo - para dedicar-me a algumas coisas. Baixar músicas foi uma das melhores coisas que fiz. A discografia do Chico Buarque, os dois cds da Esperanza, dois do Jaco Pastorious, dois do Nei Lisboa, que eu nem conhecia direito, e está me conquistando, e o cd do Thiago Bettencourt, vocalista do Toranja. Todos esses que falei, recomendo.
Também me dediquei um pouco à minha banda (eu não havia falado que ela existia?). Pois é, ela existe e chama-se Pagu. A principio, tocamos rock e pop rock, mas (confesso) que o repertório está um tanto "sapa music". Cássia Eller, Ana Carolina, Marina Lima, Moinho... mas tá muito massa!
Li algumas coisas legais. "As Palavras", do Sartre; "A Metamorfose", Franz Kafka; "Alice no reino do espelho", Lewis Carroll. Estou lendo "Personas Sexuais", da genial Camille Paglia. Recomendadíssimos!

Bom, por hoje era isso... juro que não vou abandonar o LdA novamente.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Campanha contra a censura no Google/ Blogger


Caríssim@s, já devem estar à par da censura que alguns blogs Sáficos estão sofrendo, absolutamente sem justificativa plausível. Para saber mais sobre isso, leia uma matéria publicada No Parada Lésbica.
As gurias criaram um abaixo-assinado virtual, como forma de protesto contra esses abusos do Blogger. Para assinar, aqui.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Dez de dezembro

Impossível não falar dela hoje. Há exatos 46 anos, nascia no Rio uma garotinha que transformaria - para sempre - a história da música brasileira.





Cássia Rejane Eller.

* Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 1962
+ Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 2001



O rugido do mar. A rocha. A lambida da fera. A guitarra. O raio surdo antes do trovão. A faísca que escapa do fio.
Tudo ali no canto de Cássia Eller.
A brasa do cigarro brilhando na tragada, com a intensidade do que não dura, como a nota; sílaba.
Tudo sob controle sobre descontrole sob controle.
Sua voz parece um corpo material, de carne e osso e músculo e sexo. Um corpo opaco, massa compacta de graves e agudos soando juntos como um soco, um trago, uma onda de éter na cabeça.
Como pode isso emocionar assim?
Arnaldo Antunes
2001

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Índios gays são discriminados

Um dia, conversando com uma quase-antropóloga, que estuda questões ligadas a gênero e sexualidade, perguntei se havia muitos estudos sobre homossexualidade entre povos indígenas. sua resposta, para mim, refletiu mais do que a sua desinformação, mas o desinteresse da antropologia por esse tema. Encontrei essa notícia, acho que vale a pena:

Índios gays são alvo de preconceito no AM

Entre os índios ticuna, a etnia mais populosa da Amazônia brasileira, um grupo de jovens não quer mais pintar o pescoço com jenipapo para ter a voz grossa, como a tradição manda fazer na adolescência, nem aceita as regras do casamento tradicional, em que os casais são definidos na infância.



Esse pequeno grupo assumiu a homossexualidade e diz sofrer preconceito dentro da aldeia, onde os gays são agredidos e chamados de nomes pejorativos como "meia coisa". Quando andam sozinhos, podem ser alvos de pedras, latas e chacotas.
Três ticunas da aldeia Umariaçu 2, na região do Alto Solimões, em Tabatinga (1.105 km de Manaus), contaram para a Folha como é a vida dos homossexuais indígenas na fronteira com a Colômbia e o Peru.


A população ticuna no Alto Solimões soma 32 mil índios. Na aldeia Umariaçu 2, que fica no perímetro urbano de Tabatinga, vivem 3.649 índios ticunas, 40% com menos de 25 anos. Entre esses jovens, pelo menos 20 são conhecidos como homossexuais assumidos.
Segundo a Funai (Fundação Nacional do Índio), há registros de gays também nas aldeias de Umariaçu 1, Belém do Solimões, Feijoal e Filadélfia.


"Isso é novo para a gente. Não víamos indígenas assim, agora rapidinho cresceu em todas as comunidades. São meninos de 10, 15 anos", disse Darcy Bibiano Murati, 40, que é indígena da etnia ticuna e administrador substituto da Funai.
Marcenio Ramos Guedes, 24, e seu irmão, Natalício, 22, pintam o cabelo e as unhas e fazem as sobrancelhas. Trabalham como dançarinos em um grupo típico ticuna que se apresenta nas cidades da região.


Marcenio diz que brigava muito com o pai e que saiu de casa aos 15 anos. "Fui para Tabatinga trabalhar como "empregada doméstica". Eu fazia comida, passava roupa, lavava."
Ao voltar para casa, uma construção de madeira com dois cômodos, onde mora com quatro dos sete irmãos e os pais, Marcenio resolveu cuidar dos afazeres domésticos. O grupo de dança foi criado em 2007, com apoio da família.


"Não sofro discriminação por dançar, todo mundo respeita, assiste. Sofro preconceito [de outros jovens] na aldeia. Se falo alguma coisa, querem me bater, jogar pedra, garrafa."
Natalício diz que tem medo de andar sozinho. "Vou sempre com um colega", afirma.


O ticuna Clarício Manoel Batista, 32, é professor do ensino fundamental e estuda pedagogia na UEA (Universidade Estadual do Amazonas), em Tabatinga. Ele foi um dos primeiros a assumir a homossexualidade na aldeia Umariaçu 2. "Alguns me discriminam -indígenas daqui, não-indígenas também. Fico calado, não falo nada. Eu não ligo para eles", diz.


Clarício disse que contou aos pais que era gay aos 16 anos. "Meu pai não me maltratava porque sempre gostei de estudar, sempre fiz tudo em casa: limpeza, comida, lavar louça."
Questionado se foi pelo trabalho doméstico que ganhou respeito em casa, ele confirmou. "Na verdade, eles [os pais] não queriam que eu fosse assim [gay]. Eles não gostam. Dizem: ninguém gosta desse jeito."


O antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997) escreveu que há registros de homossexualidade entre índios desde ao menos o século 19. Em Mato Grosso, ele estudou os cadiuéus, que chamavam o homossexual de kudina -que decidiu ser mulher.


O cientista social e professor bilíngüe (português e ticuna) de história Raimundo Leopardo Ferreira afirma que, entre os ticunas, não havia registros anteriores da existência de homossexuais, como se vê hoje.
Ele teme que, devido ao preconceito, aumentem os problemas sociais entre os jovens, como o uso de álcool e cocaína.
"Isso [a homossexualidade] é uma coisa que meus avós falavam que não existia", afirmou.


Assunto não é tabu, diz antropóloga


Antropólogos como Pierre Clastres (1934-1977) e Darcy Ribeiro (1922-1997) registraram em artigos a existência de casos de homossexualidade nas tribos indígenas do Brasil. Mas, sobre os índios gays contemporâneos, não há pesquisas.


A antropóloga da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica) Helena Rangel diz que a homossexualidade é tão antiga quanto a humanidade e que, no mundo indígena, alguns mitos fazem referência a essa opção sexual. "Na sociedade indígena, há uma divisão muito clara do trabalho entre homens e mulheres, então, se um homem quer ser mulher, assume o trabalho feminino. Não é um assunto tabu nem absurdo."


Sobre a maior visibilidade dos homossexuais atualmente, Rangel diz que acredita ser um fenômeno mundial e que não pode comentar especificamente sobre os ticunas. "A homossexualidade tem se tornado um fenômeno mais explícito", disse.


Com relação ao preconceito enfrentado pelos indígenas, ela afirma que a discriminação hoje pode ser maior do que a enfrentada anteriormente, devido à maior aproximação dos índios com a moral ocidental-cristã. (KB)

E daí?

A Cláudia Leitte quer que o filho seja macho.
A Madonna quer espelhos na parede e cortinas brancas.
A Gal não quer mais falar com a Marina.
A Ana foi fotografada passeando com a Naná.
O Fábio Assunção internou-se para largar o vício.
A Amy Winehouse também.
A Stela está sendo discriminada.
A Catarina não vai ficar com ela.
O Grêmio ainda tem chance.
Vou pegar exame em sintaxe.
A religião é o ópio do povo.
É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã.
Todo carnaval tem seu fim.
Obama é o primeiro negro.
Vai estrear a última temporada de The L Word.
Meu Cachorro é um esquilo que vive em um aquário.
Jesus te ama.
Macaco, praia, jornal, tobogã, eu acho tudo isso um saco.

Tudo isso.
Tudo isso.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Domínio Público

O "Portal Domínio Público" é uma biblioteca virtual, desenvolvida em software livre e mantida pelo governo federal, onde tem-se acesso a obras dos grandes nomes da literatura mundial, como Machado de Assis, Dante Alighieri e Fernando Pessoa, para download gratuito e absolutamente legal.
Soube que esse portal está ameaçado de ser tirado do ar, por falta de acessos. Não sei se é verdade, mas sua divulgação/acesso vale a pena.

Fica um poema do Pessoa dar gosto ao dia.
A espantosa realidade das cousas
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada cousa é o que é,
E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
E quanto isso me basta.
Basta existir para se ser completo.
Tenho escrito bastantes poemas.
Hei de escrever muitos mais. naturalmente.
Cada poema meu diz isto,
E todos os meus poemas são diferentes,
Porque cada cousa que há é uma maneira de dizer isto.
Às vezes ponho-me a olhar para uma pedra.
Não me ponho a pensar se ela sente.
Não me perco a chamar-lhe minha irmã.
Mas gosto dela por ela ser uma pedra,
Gosto dela porque ela não sente nada.
Gosto dela porque ela não tem parentesco nenhum comigo.
Outras vezes oiço passar o vento,
E acho que só para ouvir passar o vento vale a pena ter nascido.
Eu não sei o que é que os outros pensarão lendo isto;
Mas acho que isto deve estar bem porque o penso sem estorvo,
Nem idéia de outras pessoas a ouvir-me pensar;
Porque o penso sem pensamentos
Porque o digo como as minhas palavras o dizem.
Uma vez chamaram-me poeta materialista,
E eu admirei-me, porque não julgava
Que se me pudesse chamar qualquer cousa.
Eu nem sequer sou poeta: vejo.
Se o que escrevo tem valor, não sou eu que o tenho:
O valor está ali, nos meus versos.
Tudo isso é absolutamente independente da minha vontade.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Transexual está grávido de seu 2º filho

Thomas Beatie, que ficou mundialmente conhecido por ser o primeiro transexual a dar à luz, revelou em entrevista à rede de televisão norte-americana “ABC” que espera outro filho.
Em junho, Beatie, 34, e sua esposa Nancy, 46, ganharam a filha Susan Juliette. Na entrevista, o transexual contou que voltou a tomar hormônios para poder engravidar novamente.
Beatie também falou pela primeira vez sobre o parto de Susan, que foi por via natural, e contou que os médicos deixaram que sua esposa cortasse o cordão umbilical do bebê.
Thomas Beatie é um transexual FTM (Female To Male). Nascido Tracy Lagondino, ele se submeteu a uma cirurgia de mudança de sexo e a um tratamento hormonal para se tornar um homem. No entanto, o aparelho reprodutivo ainda não havia sido retirado e por isso ele pôde fazer um tratamento de fertilização e conseguiu engravidar. A mulher de Thomas, Nancy, se submeteu a uma hesterectomia (extração do útero) e ficou impossibilitada de gerar uma criança.
No mês passado, Thomas Beatie lançou o livro de memórias intitulado "Labor of Love". Na obra, Thomas descreve sua infância no Havaí, sua transição de sexo feminino para o masculino, seu casamento, sua batalha para ser reconhecido legalmente como homem, sua luta para engravidar e o nascimento de sua filha Susan.


*Notícia no Dykerama, acessada em 17/11/08.